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A História

arvore cronologica

A História da Fazenda

A história da fazenda e das plantações de café começou na nossa família no século XIX.
Graças ao grande esforço dos nossos colaboradores, foi possível plantar e expandir as plantações de café.
Antes da abolição da escravatura, nossos antepassados já haviam libertado os escravos, que continuaram a trabalhar na fazenda com remuneração salarial. A necessidade de uma mão de obra mais qualificada e estimulada teria motivado nossos antepassados a substituir progressivamente seus empregados nativos por imigrantes europeus, que vieram trabalhar nas lavouras.
As fazendas tiveram um grande impulso. Com os lucros dessa cultura, que foi intensa a partir das décadas de 1830 e 1840, permitiram que a fazenda financiasse, por exemplo, a construção de estradas de ferro, o avanço da urbanização e a entrada de máquinas importadas para modernizar o beneficiamento do café.

1816 - 1° Geração

Nesta data as fazendas eram dedicadas à agricultura, especialmente com o cultivo da cana-de-açúcar como atividade principal. Com os lucros obtidos com o cultivo do café em outras regiões, nossos antepassados começaram a trocar os canaviais por mudas de café. Neste ano começou a paixão pelas plantações de café.

1830 - 2° Geração

Assume a fazenda e intensifica a produção de café com a aquisição de novas terras. As fazendas passaram por um longo período de riqueza, principalmente durante o Império. O imperador Dom Pedro II visitava regularmente a fazenda, cuja casa foi construída com todo o requinte para abrigar importantes reuniões do Império brasileiro.

1852 - O Café

O café estava no auge de sua produção e era totalmente exportado. Nessa época, o transporte do café até o porto de Santos era feito por animais.

1872 - 3° Geração

Nossa familia juntamente com outros produtores, fundaram a estrada de ferro Mogiana para facilitar o transporte do café. Foram criadas estações perto de cada fazenda.

1890 - 4° Geração

Esta nova geração continua a produção de café com grande dedicação e, apesar das crises como a queda da Bolsa de Valores de Nova Iorque em 1929. A produção de café passou por momentos muito difíceis e muitos fazendeiros foram à falência. Mas as nossas fazendas superaram a crise e continuaram a produzir café.

1940 - 5° Geração

Novas terras são adquiridas no Sul do Estado de Minas Gerais, o qual apresentava altitude e condições climáticas favoráveis para o cultivo do nosso café orgânico, preservando antigas tradições.

1990 - 6° Geração

Assume a produção de café biológico para exportação. Até à data, a produção de café é totalmente vendida em grão verde cru para o mercado internacional.

2020 - 7° Geração

Os herdeiros assumiram o controle das fazendas, com a missão de expandir o cultivo do café, e iniciar a comercialização do café na Suíça com a marca Café Santa Helena.

cafezal no passado

Como era produzido o Café no passado?

O primeiro passo foi demarcar e desmatar o terreno que seria utilizado para o plantio das mudas. Os futuros pés de café levavam 4 anos para produzir seus frutos.

Quando os frutos estavam maduros (cor vermelha), eram colhidos manualmente e os grãos colocados para secar nos grandes terreiros ao sol. Depois de seco, o café era beneficiado, retirando os materiais que revestiam o grão através de monjolos, máquinas primitivas de madeira formadas por pilões socados movidos a água.

Após esse processo, o café era transportado no lombo de mulas até o porto de Santos, de onde era exportado. Em 1836, a produção de café era o principal produto de exportação do Império.

E hoje como é feita a produção?

A história da fazenda hoje é quase a mesma. O café cresce nas montanhas do sul do Estado de Minas Gerais, no Brasil, a uma altitude de 1200 metros.

Utilizamos o mesmo método de produção do passado. A terra é orgânica, os fertilizantes são naturais, como o estrume de galinha e compostos de café.

Tudo é feito de forma natural e artesanal, como no século XIX.

O café cresce naturalmente à sombra de florestas exuberantes, que servem de abrigo a animais e plantas selvagens. Consequentemente, sustentando a fertilidade do solo e um ecossistema vivo.

Os grãos, depois de colhidos manualmente, são espalhados nos grandes terreiros da fazenda para secar ao sol. Após a secagem, os grãos são descascados e lavados. Em seguida, vão para a nossa cooperativa, onde serão processados. Isto significa que são separados em peneiras e classificados. Na etapa seguinte, o grão verde é colocado em sacos de juta de 60 kg e armazenado para ser comercializado e exportado.

O café verde (cru) vai do Brasil para a Engadina na Suíça, onde é torrado em um torrador a lenha, preservando o sabor da antiga tradição.

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trabalho no café
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